Tudo começa com a vontade de se ver. Não chega a ser saudade, mas sim desejo - de ter mais.
A euforia não deixa as pernas pararem de balançar. O celular se torna interessante, os e-mails, o mensageiro instantâneo. Tudo que possa te aproximar da pessoa querida.
Nos primeiros encontros, o fogo. A ardência por estar junto. Carícias, segredos, longas e densas conversas. Troca de experiência de vida, de gostos pessoais, de medos, traumas, desejos, planos e anseios. Conhecer alguém é tão bom, né?
Então você descobre a saudade. Agora que você já conhece a pessoa e sabe quem e como ela é, você sente falta da presença dela. Fica pensando no modo que ela ri, do jeito que ela gesticula enquanto fala, das gírias engraçadas, dos gestos, das particularidades.
A paixão é assim. Surge da saudade, da vontade e do desejo. Mesmo que as duas pessoas sejam opostos, tenham gênios fortes, que não combinem em quase nada, se há esses três ingredientes há então a o caminho possivel.
Não há explicação, não há como entender a força motiz de um desejo. Você quer, e pronto. E, por mais que isso nos faça mal, não temos controle sobre o nosso querer. É uma força maior que nossa mente, nosso corpo, nossa alma.
Assim, totalmente fora de controle, o amor brinca com suas marionetes. O amor que é tão tirano, egoísta e déspota. Não conseguimos fugir do seu regime.
Para os amantes, deixo a dica: procuramos por coisas que nunca achamos, e achamos coisas que nunca procuramos. O desejo, por mais indisciplinado que pareça, surge daquilo que não desejamos. De quando não queremos.
Por isso amar é tão bom - e ao mesmo tempo tão ruim.
Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría quererte un poco menos.
Cómo quisiera poder vivir sin ti
Pero no puedo, siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.
Cómo quisiera poder vivir sin aire
Cómo quisiera calmar mi aflicción
Cómo quisiera poder vivir sin agua
Me encantaría robar tu corazón.